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Um 1o. de maio comemorado vazio de trabalhadores - 04.05.2024

 


Esse desresultado participativo pode estar demonstrando o completo esgotamento político do Partido dos Trabalhadores, seu distanciamento das massas populares e a forragem do retorno dos coveiros da República e das políticas anti-povo; conforme o projeto. Alguém apontou na rede social que "Lula culpa o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Márcio Macêdo, pelo fracasso do ato de hoje em São Paulo"!!!!!!! 




Creio que estão aplicando "conhecimentos" da literatura de auto ajuda além da conta!!!!!!!!!!!!! Bom...veremos. Fica aqui o registro para averiguação posterior; nas eleições de 2026.
À proposito, entendemos pertinente transcrever o seguinte texto:

Não vejo motivo algum para comemorar o "Dia do Trabalhador" porque aquilo que se entende, em um sentido fundamental e originário, como trabalhador está em vias de extinção.

 O trabalho é a atividade produtiva, consciente e intencionada, voltada para a produção de bens e serviços socialmente úteis. A etimologia do trabalho, que remete a uma ferramenta agropecuária da Antiguidade (e não a um instrumento de tortura como seu professor te ensinou), permite entrever no trabalho também o elemento dessa atividade ser "penosa", exigindo esforço e dedicação, cuidado.

O trabalhador, por sua vez, é essa figura que desempenha a atividade supramencionada, dispondo para isso, ainda, de uma matéria relativamente informe como objeto e da técnica como conjunto de ferramentas e métodos para a realização da atividade.
Como dador de forma, o trabalhador exerce uma função demiúrgica, moldando o mundo em conformidade com a sua vontade através da técnica. O trabalhador nesse sentido originário, portanto, é uma espécie de artífice, artesão - termos que nos aproximam, inclusive, da ideia de "arte". Ele molda a matéria (ou, em um sentido, mais recente, estabelece entre entes relações) de modo a fazer emergir daí algo novo, e o seu cuidado, de fato, não raro permite dizer que o fruto do trabalho humano é belo.
Pensemos, por exemplo, no trabalho dos relojoeiros tradicionais suíços que ainda desempenham as suas funções ao modo pré-moderno. É interessante a referência que eu fiz a "arte" porque aqui estamos, realmente, diante de algo que pode ser propriamente chamado de "poético" em conformidade com a etimologia do termo, poiesis, que trata de "fazer aparecer algo onde antes não havia nada" através da techné, da técnica.
O tipo de trabalhador que se aborda aqui, porém, é aquilo que se poderia chamar, nos termos duginianos, de "trabalhador integral", a dimensão produtiva da pessoa em uma sociedade tradicional, a qual ainda não passou pelo processo de alienação da modernidade liberal-capitalista.
O trabalhador integral é, simultaneamente, possuidor/proprietário e consumidor e ele trabalha não como sujeito em uma estrutura social dualista, mas como parte de uma estrutura orgânica disposta em rede. Como ele não é um indivíduo, mas uma pessoa, os seus vínculos comunitários e características pessoais o demarcam como partícipe em uma miríade de estruturas sociais em uma posição específica e o seu trabalho, exercido conforme a sua vocação, tem como finalidade última não a "sobrevivência" ou o "enriquecimento", mas a sua realização e a realização da comunidade em conformidade com a lei natural.
Praticamente nada disso, porém, perdurou com a modernidade, que lançou o trabalhador em uma espiral de alienação, designando a alguns apertar parafusos e a outros passar cola, tudo em nome da "eficiência", em um processo que padroniza os homens na mesma medida em que padroniza os bens e serviços. 
Fragmentado pela alienação, o homem simultaneamente perde o controle sobre a técnica, tornando-se gradualmente cada vez mais a ferramenta da técnica e não mais o artífice. O trabalhador nas condições da modernidade torna-se uma figura titânica, um exército sem rosto de entidades prometeicas avançando rumo à subjugação e arregimentação planetária.
Esse titanismo alienado, porém, vai prescindindo cada vez mais da própria figura do homem. Tudo começa com o desdobramento lógico dos princípios liberais na era do comunismo agonizante, que é quando surge o neoliberalismo.
No neoliberalismo não se crê mais na necessidade de entorpecer o trabalhador alienado com certa dose de estabilidade e um pacote de benesses sociais. Como não há mais risco de "revolução comunista", pode-se ir desfazendo gradualmente cada norma trabalhista e cada benefício social, adquiridos nas condições de pleno emprego e de luta de classes.
(Fonte:  https://twitter.com/camaradamachado/status/1785760356079419791)


Gostei da posição do autor...

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