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Extensão Florestal (Programa Analítico da Disciplina - UFT/Engenharia Florestal)
OBJETIVO GERAL |
Possibilitar ao futuro profissional instrumentos de análise, de interpretação e de intervenção no espaço social onde irão atuar, além de habilitar os futuros agentes de intervenção em metodologias formais e participativas, com vistas na execução de diagnósticos e planejamentos para o desenvolvimento florestal. |
EMENTA |
Fundamentos da extensão rural. Mudança social. Desenvolvimento e modernização. Modernização e dualismo tecnológico na agricultura. Metodologia da extensão rural. Comunicação e mudança social. Difusão de inovações e desenvolvimento de comunidades rurais. Extensão Rural e empreendimentos florestais. Verticalização da produção florestal. Fomento Florestal. Manejo Florestal Comunitário. |
1. Fundamentos da extensão rural
2. Mudança social
3. Desenvolvimento e modernização
3.1 - Introdução
A partir
da proposição de Schneider apud Pereira
de Medeiros et al. (2014), se pode determinar
o conteúdo do conceito de desenvolvimento
(com foco no espaço rural, tendo em vista a especifidade da presente
disciplina) como o processo resultante de ações articuladas que visam induzir
mudanças socioeconômicas no âmbito do espaço rural, para a melhoria do bem-estar
das populações; constitui, ademais, um processo permanentemente evolutivo,
interativo, e hierárquico quanto aos seus resultados, bem como pautado pela manifestação
concreta de especificidades desses componentes no plano territorial e resultante
da ação coordenada de agentes sociais, institucionalizados ou não, produzida por
uma decisão política objetiva e instrumentalizada para o atingimento de metas
[que somente podem ser estabelecidas, naturalmente, ante um diagnóstico prévio
das condições que se pretende superar].
Como exemplo
recente e taxativo de que o processo de desenvolvimento constitui uma decisão
política precedida por um diagnóstico socioeconômico, traga-se o caso da
economia francesa. Em entrevista concedida à revista brasileira Veja (edição de 25 de fevereiro de 2015), a líder do
partido Frente Nacional, Marion Anne Le Pen, diagnosticou:
Um dos
continentes mais ricos do mundo está falido. Isso começou com o euro. O
desemprego e a pobreza explodiram. Nossas economias estão em crise. As
políticas de austeridade criaram um sofrimento imenso. Hoje a EU [União Européia]
é sinônimo de guerra. O conflito na Ucrânia, as disputas em Kosovo, a luta econômica
que coloca os povos uns contra os outros e elimina direitos sociais. Isso criou
o que chamo de “duping social”, que agora se torna também ambiental e monetário.
Ante o sucinto diagnóstico
se aduzem elementos decisório de retomada do desenvolvimento econômico, nos
seguintes termos:
a) Organização partidária de natureza patriótica, que preze o
Estado-nação, o nacionalismo econômico, a indepedência diplomática em relação
aos Estados Unidos e o controle migratório (pg. 13);
b) Defesa dos interesses nacionais em oposição aos grupos políticos
que advogam o desaparecimento das nações, a abolição das fronteiras e o fim das
identidades nacionais em benefício do comércio global (pg. 13)
c) Resgate dos direitos populares e da soberania nacional,
mediante abandono da submissão ao modelo totalitário da EU, que inferiorizou o orçamento
e o ordenamento jurídico nacionais em face da tecnocracia européia (pg. 14);
d) Intervenção estatal na economia, especialmente em desfavor
dos movimentos pessoais ou individuais que, imoral ou ilicitamente, se
assenhoram dos bens estatais (pg. 14)
e) Controle estatal sobre setores econômicos e estratégicos essenciais,
como o setor alimentar, o de energia e o da segurança externa (militar), de
modo a dotar o povo da liberdade de escolhas macro políticas, econômicas e sociais,
reduzindo/eliminando fragilidades nacionais em face de outras nações; sob a
consideração de que o “primeiro direito de um povo é não ser submisso a outro” (pg. 15).
3.2 - Bibliografia citada
Le Pen, Marine. Unidos pelo nacionalismo: entrevista. [25 de fevereiro, 2015]. São Paulo: Veja. Entrevista concedida a Nathalia Watkins.
PEREIRA DE MEDEIROS, V.; DOUGLAS DA SILVA, S.; BARBOSA DA
SILVA, A. Políticas públicas e desenvolvimento socioespacial no Cariri paraibano.
In: Congresso Brasileiro de Geógrafos, VII., 2014, Vitória. Anais...
Vitória: Associação dos Geógrafos Brasileiros, 2014. Disponível em: < http://www.cbg2014.agb.org.br/resources/anais/1/1404155187_ARQUIVO_Veronica-ArtigodoCBG.pdf>.
Acesso em: 15 mar. 2015.
4. Modernização e dualismo tecnológico na agricultura
5. Metodologia da extensão rural
6. Comunicação e mudança social
7. Difusão de inovações e desenvolvimento de comunidades rurais
8. Extensão Rural e empreendimentos florestais
9. Verticalização da produção florestal
10. Fomento Florestal
11. Manejo Florestal Comunitário
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